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Cirurgia robótica ginecológica: por que ela cresceu 417% no Brasil em cinco anos

há 12 minutos
2 min de leitura

Nos últimos anos, a cirurgia robótica saiu do campo da novidade tecnológica e passou a fazer parte da rotina de centros cirúrgicos de referência no Brasil, especialmente na ginecologia. Os números confirmam essa mudança de forma clara, e entender o que está por trás desse crescimento ajuda a explicar por que essa técnica vem se tornando a primeira escolha em cirurgias antes consideradas mais complexas.


O tamanho do crescimento


Segundo dados da Associação Médica Brasileira (AMB), o volume de cirurgias robóticas em mulheres cresceu 417% no Brasil entre 2018 e 2023 [1]. É um salto expressivo, que acompanha uma tendência também observada em nível global: o mercado de cirurgia robótica ginecológica movimentou 2,24 bilhões de dólares no mundo, com projeção de alcançar 4 bilhões de dólares até 2031 [1].


Quais procedimentos mais usam a técnica


Dentro da ginecologia, três procedimentos concentram a maior parte dos casos operados por via robótica [1]:

  • Miomectomia (remoção de miomas) — 64% dos casos, o procedimento que mais utiliza a técnica

  • Histerectomia (remoção parcial ou total do útero) — 18% dos casos

  • Cirurgias ovarianas — 15% dos casos


Por que essa técnica vem ganhando espaço


O crescimento não é apenas uma questão de tendência tecnológica — é sustentado por evidências consistentes na literatura médica. Comparada à cirurgia aberta e, em casos selecionados, à laparoscopia convencional, a cirurgia robótica está associada a [1][2]:

  • Redução do trauma cirúrgico

  • Menor sangramento intraoperatório

  • Menor taxa de complicações

  • Recuperação funcional mais rápida

Isso acontece porque a plataforma robótica permite ao cirurgião operar com visualização tridimensional ampliada e movimentos de alta precisão, mantendo controle total do procedimento — o robô não age de forma autônoma em nenhum momento, é o cirurgião quem comanda cada movimento a partir de um console [2][3].


Em quais condições ela pode ser indicada


A cirurgia robótica ginecológica tem aplicação em diferentes condições, incluindo [3]:

  • Miomas uterinos

  • Endometriose, inclusive em suas formas mais profundas, quando há envolvimento de intestino ou bexiga

  • Aderências pélvicas de difícil resolução

  • Condições ginecológicas benignas e malignas


O que isso significa na prática para a paciente


Menos trauma cirúrgico e recuperação mais rápida não são apenas vantagens técnicas — têm impacto direto na experiência da paciente: menos tempo de internação, menos dor no pós-operatório e retorno mais ágil à rotina. É esse conjunto de fatores que vem consolidando a cirurgia robótica como parte do padrão de cuidado em centros que se dedicam a oferecer o que há de mais avançado em cirurgia ginecológica.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. A indicação cirúrgica depende de avaliação individualizada de cada caso.



Referências


[1] Medicina S/A. Cirurgia robótica em mulheres cresce 417% no Brasil em cinco anos. Disponível em: MedicinasaCirurgia robótica em mulheres cresce 417% no Brasil em cinco anos - Medicina S/AMais ações

[2] Hospital Israelita Albert Einstein. Cirurgia robótica: saiba tudo sobre a tecnologia. Disponível em: Einsteineinstein.br/n/vida-saudavel/cirurgia-rob...Mais ações

[3] Rede D'Or São Luiz. Cirurgia Robótica Ginecológica. Disponível em: RededorsaoluizCirurgia Robótica Ginecológica - Rede D'OrMais ações

 
 
 

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